Matéria recebeu o voto favorável da deputada Patrícia Alba (MDB), que representa a região no parlamento gaúcho
A Assembleia Legislativa aprovou projeto que autoriza as concessões de rodovias estaduais à iniciativa privada. Agora, se receber a sanção do governador Eduardo Leite, vira lei e, na prática, abre caminho para o fim da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), estatal que administra a RS-040 - Rodovia Tapir Rocha.
O PL foi votado na sessão plenária virtual da terça-feira (9), e prevê a outorga de 1.150km de rodovias para o controle de empresas especializadas no setor. A medida deve incluir cerca de 83km da ERS-040, que liga Viamão ao Litoral Norte, além de outras 15 rodovias sob administração da EGR e sete sem concessões.
Um dos votos favoráveis é o da deputada estadual e representante do Vale do Gravataí no parlamento gaúcho, Patrícia Alba (MDB). Ela conversou com o Diário de Viamão e justificou o aval defendendo que o objetivo é atrair investimentos em infraestrutura, como a duplicação da 040, e reduzir a tarifa.
- Quero participar ativamente das próximas etapas, assegurando uma modelagem que seja boa ao viamonense. Ou seja: um pedágio mais barato do que o atual e que converta as tarifas cobradas em investimentos e serviços que o cidadão possa ver e sentir - afirma a deputada.
Patrícia cita o exemplo da RS-287, entre Tabaí e Santa Maria, já entregue à iniciativa privada. Segundo ela, o trecho deverá receber R$ 2,7 bilhões em obras, incluindo a duplicação. Além disso, a tarifa, que também é praticada pela EGR, vai cair dos atuais R$ 7 para R$ 3,36.
- Tenho a convicção de que a ERS-040 poderá ser um corredor de desenvolvimento para Viamão e região. Uma estrada de qualidade atrai novas indústrias e empreendimentos, acelerando a retomada da economia e dos empregos”, justifica a parlamentar.
Obras
Seria uma volta a um modelo praticado entre o fim das décadas de 1990 e 2010 Atualmente, é administrada em sua maioria pela EGR, no trecho entre Viamão e Balneário Pinhal.
No primeiro contrato, a empresa terceirizada realizava reparos no asfalto, pintura, sinalização vertical, poda de vegetação, capina e ofertava ambulância e guincho. A arrecadação com o pedágio era somada ao resultado com outras três estradas mantidas pela concessionária, que aplicava a sobra de caixa nas vias de maior interesse econômico.
Sob o comando da EGR, além dos serviços rotineiros prestados pela antiga concessionária, a RS-040 recebeu segunda faixa entre o centro de Viamão e Águas Claras e a construção de um viaduto no entroncamento com a RS-118. O valor arrecadado é reaplicado na própria via.
Patrícia entende que a RS-040 é uma exceção e que a iniciativa privada tem condições de gerir melhor a malha rodoviária do RS.
- Viamão quase que deu sorte (sobre os investimentos feitos pela EGR). Acredito que esse modelo (privado) oferece maior eficiência. E vamos trabalhar para que a concessão preveja a duplicação da 040.





