Os últimos dias foram marcados pelas conquistas dos jovens skatistas brasileiros nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Duas pratas: para Rayssa Leal, 13 anos, na categoria street, e Pedro Barros, 26, na modalidade park. Estas vitórias fizeram com que todo o país vibrasse, e alimentaram sonhos de jovens com novas possibilidades e oportunidades. Tristemente, porém, em Viamão, a situação se mostra contrária ao reconhecimento deste esporte.
A conhecida Casa Mágica, um centro cultural e esportivo de Viamão, teve a infeliz notícia de que precisará manter fechada a pista de skate. O skatista - professor de educação física, instrutor e treinador - Pedro Henrique, conhecido dentro da comunidade esportiva como Pedrinho, recebeu uma liminar da justiça que obriga o fechamento da Casa. A conclusão foi que a pista esportiva, que se encontra dentro do espaço cultural, estaria inapta à pratica do skate. Porém, é estranho que não houve vistoria ou avaliação técnica no local para a expedição da referida liminar.
Pedrinho está incluído no esporte do Skate há mais de 15 anos. Já assessorou, gratuitamente, a Prefeitura Municipal de Viamão na construção da pista pública em 2004. Há quase uma década, ele tem em mente o projeto da construção da Casa Mágica. O imóvel, do qual é morador, pertence a ele há quase 20 anos. Em 2012, ele iniciou o projeto da construção da pista, com o objetivo principal de transformar sua própria casa em um centro cultural e de esporte, oferendo um espaço gratuito de atividades de ação social, cultural e esportiva para toda a comunidade viamonense.
Julgamos importante levar ao conhecimento das pessoas que a Casa Mágica conta com significativo histórico de participações e aparições nas mídias:
Em 2016, por exemplo, participou de um episódio do programa Skate no Quintal, do Canal Off. A série mostrava um "mapeamento" das principais pistas de skate construídas nos quintais e casas dos maiores skatistas do Brasil.
Importante também relatar o fato de que expoentes do skate passaram pela pista da Casa Mágica e pelas orientações e treinamentos do professor Pedrinho.
Entre eles podemos citar:
- Lorenzo Enzel Ritta, 18 anos, que disputou e ganhou o Campeonato Brasileiro de Bowl em 2018;
Mari Menezes, 17 anos, atual campeã gaúcha de skate park, que treina na pista da Casa Mágica desde os 7 anos sob orientação do professor Pedrinho;
- Sofia Godoy, 12 anos, é aluna de skate do Pedrinho, apareceu esta semana no jornal do Almoço contando sua trajetória.
Para o idealizador e construtor deste sonho que é a Casa Mágica, o skate é uma atividade lúdica e terapêutica, transformadora na vida dos jovens e da comunidade. Além dos exemplos citados acima, existem inúmeras outras histórias que foram proporcionadas e oportunizadas pela inclusão no esporte.
Além dos exemplos citados acima, existem inúmeras outras histórias que foram proporcionadas e oportunizadas pela inclusão no esporte.
Diante de tantas notícias esperançosas nos Jogos, nos deparamos com esse infortúnio fechamento, o qual repudiamos. Estamos acompanhando o processo nas redes, com muito apoio popular e convidamos nossos leitores a se somarem na defesa da Casa Mágica e do Pedrinho.
Siga as redes e fique por dentro de todo o processo. Defenda a Casa Mágica. Defenda o Esporte e a Cultura, importantes formas de inclusão social.





