Comitê discute aqui em um mês o aterro em Viamão

Sérgio Cardoso é o presidente do Comitê Gravataí, que está avaliando projeto do aterro

Comitê Gravataí criou grupo de trabalho para discutir a instalação de um aterro sanitário depois do pedágio

 

O Comitê de Gerenciamento da Bacia do Rio Gravataí pôs as mãos sobre o projeto do aterro sanitário de Águas Claras -- que vem sendo projetado para uma área que fica logo depois do pedágio.

Pôs as mãos, na verdade, é uma força de expressão.

O órgão criou um grupo de trabalho que vai estudar a papelada que teria sido entregue à Fepam junto com um pedido de licenciamento ambiental para operação do aterro.

-- Decidimos abrir essa comissão para avaliar o que existe de concreto. No ano passado, o Comitê recebeu um estudo sobre o aterro, mas o documento era o errado -- conta Sérgio Cardoso, geólogo e presidente do comitê de bacia.

O documento era um estudo de impacto ambiental referente a outro pedido de licenciamento. Por um equívoco na Fepam, foi anexado ao processo de Viamão -- mas sequer faz referência à área exata do aterro projetado.

Nos próximos dias, a comissão encarregada da análise deve se reunir com o promotor Eduardo Viegas, que recebeu o inquérito público aberto ainda em 2016 em Viamão sobre o aterro. Depois, busca nos empreendedores os estudos técnicos que justificam o pedido de licenciamento na área proposta -- e, principalmente, quais as condições de preservação ambiental que a operação de um aterro de grande porte promete manter.

-- Na próxima reunião do comitê esse assunto do aterro volta a pauta -- adianta Sérgio Cardoso.

O Comitê Gravataí se reúne no dia 8 de agosto no Sindicato Rural de Viamão. As plenárias são abertas ao público até o limite de espaço do auditório. A reunião deve começar às 14h.

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