Viamão não tem registros da Ômicron, mas a Prefeitura já antecipa a terceira dose da vacina para quatro meses, seguindo orientação do Ministério da Saúde, e tem planos de contingência preparados para uma nova onda da covid-19, que já provoca explosão de casos nos EUA e Europa.
Reputo assustador o alerta do ‘Nostradamus’ da pandemia, o neurocientista Miguel Nicolelis, sobre o que pode ter sido uma fake news sobre a nova variante da covid-19 ser menos letal. Ela é violenta, contagiosa e agressiva.
Antes vamos às informações.
Os contaminados na Velha Capital diminuíram vertiginosamente. Em dezembro, são 18 diagnósticos - média de 0,8/dia. Em novembro foram 148. O boletim de internações desta quarta-feira (22) mostra 16 pacientes para 30 leitos de UTI e 2 pacientes em 52 leitos de enfermaria.
Nos primeiros 22 dias deste mês ocorreram três mortes. Foram 7 em novembro, 12 em outubro e 13 em setembro. Para efeitos de comparação, em março - pico da variante Delta - perdemos 194 vidas em Viamão.
E sobre a vacina, fica o recado: o que assusta sobre a Ômicron, mesmo que ainda não tenha chegado aqui com força, é o estudo mais recente (e de fonte praticamente incontestável) sobre a virulência da nova variante.
O primeiro estudo inglês mostra que a Ômicron pode ser tão severa como a Delta! Começa a cair por terra a tese prematuramente espalhada de que ela seria uma variante que causa sintomas “leves”! Ciência de verdade não funciona no palpite: é preciso ter dados! – tuitou o neurocientista Miguel Nicolelis, que chamo ‘Nicodamus da pandemia’ (Nicolelis + Nostradamus), por ter previsto o pior mês da pandemia em março de 2020, após o afrouxamento do distanciamento social entre as eleições e as festas de fim de ano e férias de verão.
Conforme o estudo do tradicional Imperial College London, o risco de reinfecção com a variante (B.1.1.529) é 5,4 vezes maior do que o medido para outras cepas, como a Delta (B.1.671.2).
Além disso, os dados de saúde do Reino Unido não apontam para casos de infecções mais leves da covid-19.
“... Não encontramos nenhuma evidência (tanto para o risco de comparecimento à hospitalização quanto para o estado dos sintomas) de que a Ômicron tenha gravidade diferente da Delta...”, afirmaram os pesquisadores, no estudo divulgado dia 17 deste mês.
Segundo os dados ainda preliminares, a proteção gerada por infecção prévia da covid-19 pode ser de apenas 19% contra a Ômicron. Além disso, foi identificada a capacidade de ‘escape imunológico’ contra a proteção induzida pelas vacinas.
“... Este estudo fornece mais evidências substanciais de que a Ômicron pode escapar da imunidade anterior dada por infecção ou por vacinação...”, explicou o professor Neil Ferguson, do Imperial College.
“... O nível de evasão imunológica significa que a Ômicron representa uma grande e iminente ameaça à saúde pública...”, acrescenta.
Ao fim, apesar do cansaço de todos nós com a covid, é preciso vacinar e manter os cuidados; e talvez nem isso baste nesta pandemia perpétua.
Hoje, quando o Brasil registra apenas 3.621 casos nas últimas 24h, os EUA se aproximam dos 300 mil/dia e o Reino Unido e a França 100 mil cada – e com índices de vacinação menos de 10% abaixo dos brasileiros.
É a onda da Ômicron, cuja palavra tem origem no grego mikrón, que significa “o mais rápido, breve”. E, ao menos até agora, não menos virulento que outras variantes.
2022 pode não ser um ano bom.
Onde vacinar em Viamão
A vacinação ocorre em todas as 18 unidades, entre 8h e 17h.
Três unidades têm horário estendido para atendimento e imunização: Santa Isabel, Águas Claras e São Lucas, até 20h.
DOSE 01 - Pessoas com 12 anos ou mais.
Adolescentes necessitam estar acompanhados de seus pais ou um adulto responsável. Na impossibilidade de comparecimento do responsável, o adolescente poderá ser vacinado, desde que o responsável legal assine um termo de consentimento de vacinação. O termo poderá ser baixado aqui.
DOSE 02 - Antecipada para quem tomou a primeira de Pfizer/Biontech, até 26 de outubro.
Segunda dose de Pfizer para quem tomou a primeira de Astrazeneca/Oxford/Fiocruz e que estava atrasado ou na data da carteira.
Coronavac para quem está na data marcada na carteira.
Não te esquece do documento com foto, comprovante de residência e da documentação para quem tem comorbidade.
DOSE DE REFORÇO - Para todas as pessoas com 18 anos ou mais que tenham recebido a segunda dose há quatro meses ou mais.
Para imunossuprimidos, com segunda dose a mais de 28 dias.
DOSE DE REFORÇO JANSSEN - Para todas as pessoas que tenham recebido a Janssen no intervalo de dois a seis meses da primeira dose.
Mulheres que tomaram a Janssen previamente e, no momento atual, estão gestantes ou puérperas, deverão utilizar como dose de reforço o imunizante Pfizer.
Janssen somente nas unidades Águas Claras, Augusta Meneguine, Esmeralda, Elsa, Estalagem, Itapuã, São Lucas, São Tomé e Santa Isabel.





