Crise no MDB: Marco Alba com palavra de governador; É tempo! Independência (do PSDB) ou morte

Marco Alba, na reeleição em 2017 | Foto PERFIL PESSOAL DO FACEBOOK

Marco Alba está mais para Dom Pedro do que para Dom Quixote Contra Moinhos de Vento em sua tentativa de declaração de independência do MDB gaúcho.

Pelo ex-prefeito de Gravataí, o partido já estaria fora do governo Eduardo Leite (PSDB). Mas engana-se quem acha que o governante que encerrou seu segundo mandato com aprovação acima de 8 em cada 10 gravataienses tem apenas razões políticas pessoais, como o sonho de concorrer ao Palácio Piratini em 2022.

Fato é que o filho da dona Suely representa hoje ex-governadores como José Ivo Sartori, Germano Rigotto e Pedro Simon, o prefeito de Porto Alegre Sebastião Melo, além, é claro, da esposa deputada estadual Patrícia Alba, como o site irmão do Diário de Viamão, o Seguinte:, já tratou em EM VÍDEO | A independência de Patrícia Alba; 43 minutos com a deputada de Gravataí, uma Maria Leopoldina da independência do MDB.

Das colunas de Rosane Oliveira a Taline Oppitz, e em reportagens publicadas pela mídia estadual ou debates na TV, Marco Alba tem sido o porta voz da insatisfação com o alinhamento com o governador Eduardo Leite e sua aventura de concorrer ao Palácio do Planalto de próceres como o presidente estadual Alceu Moreira; secretários de Estado como Édson Brum e Juvir Costella; e a bancada estadual, principalmente o presidente da Assembleia Gabriel Souza e o líder da bancada Vilmar Zanchin.

– O que percebemos é uma tremenda insatisfação dentro do partido com esse adesismo de três ou quatro, feito de forma fechada. Eu sou um dos que insistem, há tempo já, na necessidade de reavaliação porque, garanto, 70% do MDB não concorda com isto – disse ao CP Marco Alba, cometendo sincericídio:

– Respeitamos o governador e suas pretensões, mas são uma questão dele. Seu governo mal consegue fazer ações para pagar as contas, não gerou empregos, não atraiu grandes investimentos, não mudou nada para a população do RS. Não são meia dúzia de aspirações pessoais somadas a um projeto que usa o RS como degrau para a disputa presidencial que vão desrespeitar o legado do MDB gaúcho e comprometer seu futuro.

Marco Alba busca independência para que o partido não “se apequene” e – após as humilhações e a espécie de estelionato eleitoral da campanha contra José Ivo ‘tire a bunda da cadeira!’ Sartori – fique refém de Leite ao esperar apoio para uma candidatura própria ao Piratini, que não deve acontecer caso o governador não seja o candidato tucano à Presidência da República.

– O Alba tem todo o direito de discordar, nunca exigimos unanimidade. Ele é um nome a ser lembrado, inclusive, uma liderança importante. Mas não marcamos data para definir candidato. Primeiro, vamos apresentar um projeto. Ora, estamos no meio de uma pandemia, não estamos tratando destas questões agora. O MDB está no governo, foi uma decisão tomada lá atrás, não há novidade nisso – respondeu Alceu Moreira, à jornalista Flavia Bemfica.

– Não tem nenhuma conversa estabelecendo qualquer tipo de apoio a quem quer que seja. É tudo muito incipiente. E não vou me imiscuir no processo do PSDB, até porque ficaria parecendo que nós aqui estaríamos querendo empurrar o governador para longe para termos candidatura – concluiu o presidente, sobre uma eventual ‘venda casada’ de candidaturas ao Planalto e Piratini, mas considerando que é “absolutamente natural que a caminhada até 2022 tenha uma discussão muito próxima” aos tucanos.

Ao fim, se em 2010 surpreendeu ao, pela base partidária, fazer um terço da direção estadual do PMDB com a chapa ‘Renovar Faz Bem’, o grito de Marco Alba hoje tem peso político imensuravelmente maior. Seja pela aliança com os ex-governadores, ou pela popularidade de seu governo em Gravataí que em 60 dias fez o sucessor Luiz Zaffalon crescer do 1% para os 52% e vencer a eleição para a Prefeitura com mais do que soma dos adversários.

Inegável é que, no mercado livre da política, o gravataiense vai atrapalhar bastante a entrega do MDB. Quem o conhece sabe que Marco Alba tem coragem suficiente para buscar independência ao “Cumpra-se”, como em 1822.

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