Deputada de Gravataí é contra pedágio na ERS-118; ’É indecente’ leilão já feito, diz deputada de Gravataí

Patrícia Alba (MDB) confirmou posição contrária sobre pedagiar a ERS-118, ao avaliar como “indecente” o edital elaborado para o leilão das rodovias da Serra e do Vale do Caí, licitado na semana passada na bolsa de valores de São Paulo. A deputada estadual de Gravataí se associa à frente de deputados e prefeitos contrários ao modelo de concessão do governo Ranolfo Jr./Eduardo Leite. 

– O leilão das rodovias estaduais da Serra e do Vale do Caí provou o verdadeiro fracasso do governo do Estado ao tratar um tema estruturante para o futuro das regiões a toque de caixa, sem espaço para aprofundar o debate e o melhor modelo de concessão. E quem vai pagar esta conta pelos próximos 30 anos é o cidadão! – manifestou, na nota “Leilão de estradas gaúchas fracassa e quem vai pagar essa conta é o povo gaúcho!”

– A proposta da empresa vencedora, aliás, a única que manifestou interesse, demonstra toda a indecência de um edital mal elaborado: deságio de apenas 1,3%, tarifas altíssimas e um custo-benefício que poderá prejudicar o setor produtivo local – denunciou, alertando para o próximo passo, que é o bloco que inclui a 118:

– Isso serve de exemplo para que o governo do Estado escute a população e não cometa o mesmo equívoco de pedagiar a ERS-118, depois de passar 14 anos sendo duplicada com o dinheiro do contribuinte, a ERS-130 e tantos corredores estratégicos para a economia do Rio Grande do Sul.

Manifesto da Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas do RS (Fetransul) chama a concessão de “extorsão”.

– É um enredo final de um fracasso anunciado há nove meses. É incompreensível que o governo do RS celebre um resultado que atenta à economicidade da sociedade gaúcha – assina o presidente Afrânio Rogério Kieling, no texto.

Já o governo Ranolfo Jr. não dá sinais de recuo. É que, além de ter que indenizar o consórcio vencedor, há estimativa de que novos cálculos sobre investimentos aumentariam o custo do pedágio, já que dados usados para concessão são de janeiro de 2020, com defasagem estimada em 30%.

– O Rio Grande do Sul deveria agradecer aos céus por ter aparecido alguém disposto a assumir esse risco enorme – defendeu à GZH o presidente da Associação Riograndense de Empreiteiras de Obras Públicas, Ricardo Portella, alertando para aumento nos custos de obras complexas, resultado da pandemia e da guerra na Ucrânia.

– Apareceu um grupo disposto a fazer investimento elevado, que, na minha visão, está subavaliado, ou seja, pode custar mais do que o previsto. O Brasil está licitando assim, não é uma invenção gaúcha – concluiu.

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