Enart com jeitinho de Viamão

Duda Freitas levanta o troféu do Enart 2016 pelo CTG Tiarayú

O maior festival tradicionalista no Rio Grande do Sul aconteceu neste final de semana, em Santa Cruz do Sul, e Viamão estava lá. O Encontro de Artes e Tradição Gaúcha – Enart, que teve como grande vencedor o CTG Tiarayú, de Porto Alegre, contou com a presença de um viamonense entre os campeões. Duda Freitas, ensaiador e coréografo do grupo vencedor do Enart, é nascido e criado no Jardim Ipê, além de formado pelo CTG Armada Grande.

— Meu pai e minha mãe sempre dançaram no CTG Armada Grande. Ali me criei, ao lado de minhas irmãs —, refere-se com carinho, lembrando que seu Carlinhos e dona Leila levaram o menino com poucos meses ao primeiro baile e já com dois anos, iniciou sua participação nos grupos de dança do CTG. Até a juventude, com o chamado grupo juvenil, Duda dançou em Viamão.

 

A mudança para a Capital

 

Apaixonado pelas tradições, em 2002 passou a frequentar o CTG Tiarayú, na zona norte de Porto Alegre.

— Já fazem quase 15 anos que danço e vivo o Tiarayú. Em 2015, me casei e fui morar mais perto do CTG, para poder estar mais perto grupo —, diz Duda, que é casado com a também dançarina Francielle Zampieri.

 

A dedicação pelo primeiro título do Enart

 

Por pelo menos dois meses, Duda dedicou-se diariamente ao lado do grupo por horas de ensaio para conquistar o primeiro título do Enart.

– Ainda no primeiro semestre do ano escolhemos a coreografia, as vestimentas e a temática ‘O sul é o meu norte’, baseada no livro do artista uruguaio Joaquín Torres García, e na proposta de que a América do Sul é uma só — explica, lembrando a ligação da cultura gaúcha com países como o Uruguai e a Argentina.

 

 

Distância da família

 

— A dedicação é muito intensa. São meses de ensaio diário, onde muitas vezes até mesmo nossa família fica de lado. Quem dança em CTG dá a vida pela causa — diz, emocionado, lembrando que nos últimos 60 dias não conseguiu visitar os sogros em Caxias do Sul e nem mesmo os pais, em Viamão.

 

A emoção da conquista do título

 

Ainda buscando palavras para definir a emoção, Duda lembra que muitas pessoas colaboraram no processo.

— Como escolhemos uma dança argentina, tivemos a ajuda de um coreógrafo de origem castelhana e da Emily Borghetti, filha de Renato Borghetti. Mas, o título estava engasgado. Fomos vice em 2014 e 2015. Sabíamos que tínhamos uma boa nota, por isso, não tive como conter a emoção ao anúncio do campeão. Trabalhamos muito por essa conquista —

 

O encontro com velhos amigos

 

 

Ainda sobre o final de semana inesquecível, Duda lembra que o encontro com muitos amigos do CTG Armada Grande, que pela primeira vez esteve na final do Enart, também tem grande significado para ele e para a família Freitas.

— Minhas irmãs dançaram no CTG e sempre almejaram estar em uma final de Enart. Então, fiquei muito feliz ao ver meus amigos com essa conquista. Nunca me esquecerei que o Armada foi minha primeira casa —

Por último, Duda faz um apelo para que a cultura de nosso Estado seja ainda mais reconhecida.

— As tradições gaúchas precisam ser mais valorizadas pelos meios de comunicação —

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