Governo do Estado avalia praça de pedágio na RS-118 para viabilizar duplicação até Viamão

Anunciada em 1999 pelo governador Olívio Dutra (PT), a duplicação da RS-118, entre Sapucaia do Sul e Viamão, parece um desejo distante de virar realidade para quem vive do lado de cá do Rio Gravataí. Porém, nesta sexta-feira (9) o Estado anunciou que estuda uma possibilidade para estender a obra até o entroncamento com a RS-040.

Conforme o colunista de GZH Jocimar Farina, a rodovia será incluída num estudo sobre concessões coordenado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Se a ideia for levada adiante, a RS-118 será entregue à iniciativa privada e pedagiada. 

De acordo com o colunista, o Conselho Gestor do Programa de Concessões e Parcerias Público-Privadas do Rio Grande do Sul pretende repassar a rodovia para investidores, que além da manutenção dos 21,5 quilômetros entre a BR-116 e a BR-290, Freeway, se comprometerão com a duplicação entre Alvorada e Viamão.
Contudo, as obras seriam realizadas apenas entre a Freeway e a RS-040, excluindo o trecho entre a rodovia litorânea e o Hospital Colônia Itapuã.

A análise preliminar para definir o local de instalação da praça de cobrança já teria sido realizada, de acordo com GZH. E a projeção de tarifa também: ficaria em valor aproximado de R$ 7,37. Os estudos devem ser concluídos em abril.

 

Linha do tempo

 

A RS-118 foi inaugurada em 1970, e o projeto de duplicação aprovado em 1996, na gestão Antônio Britto (MDB). Três anos depois, em 1999, Olívio Dutra (PT) deu a autorização para o começo das obras, mas problemas judiciais com desapropriações atrasaram os trabalhos. A rodovia não foi encarada como prioridade pelos sucessores na gestão estadual, e a ampliação iniciou de forma efetiva em 2006 (entre os km 0 e 21,5). Foi parada, voltou a receber obras no governo Tarso Genro (PT), em 2011. Parou novamente e se arrasta desde 2015 entre problemas contratuais e falta de recursos.

 

O custo dessa novela é seu

 

A crise financeira do governo gaúcho alterou o projeto original. Os esforços foram concentrados entre Sapucaia e Gravataí, deixando as comunidades de Alvorada e de Viamão fora dos planos. Após sete governadores e mais de 14 anos de investimentos para completar os primeiros 21,5 quilômetros de extensão, parece que os 16,5 entre Gravataí e Viamão ganham chance e atenção das autoridades estaduais, mesmo que você, contribuinte, tenha que desembolsar mais para isso em forma de pedágio.

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