O Ministério Público do Rio Grande do Sul confirma que os dois alvos principais da Operação "Fica a Dica", que investiga supostos crimes eleitorais em Viamão, foram detidos. Conforme a assessoria de Imprensa do MP, as identidades não serão divulgadas à imprensa por conta da lei federal de abuso de autoridade.
A coluna apurou que foi registrado boletim de ocorrência e que os suspeitos foram liberados na sequência. Agora caberá à Polícia Civil conduzir investigação criminal para avaliar as condutas dos apontados pelo MP.
A operação
Deflagrada nessa manhã (17), a Operação "Fica a Dica" é coordenada pela Promotoria Eleitoral de Viamão (59ª Zona). Para a promotora Márcia Regina Nunes Villanova, um candidato a vereador, eleito suplente, teria se valido do cargo público de sua companheira, que é coordenadora de uma Unidade Básica de Saúde do município, para exigir apoio de funcionários da unidade durante a campanha.
As suspeitas envolvem panfletagem e coleta de dados dos usuários. Quem se negava, recebia, segundo a promotoria, ameaça de perda da função.
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na UBS nessa quinta-feira, foram recolhidos celulares, computadores, documentos e anotações, além de uma grande quantidade de medicamentos sem indicação de procedência no carro da investigada. O material será periciado pelo Núcleo de Inteligência do Ministério Público (Nimp).
Participaram o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP, Polícia Civil e Força Tática do 18º Batalhão de Polícia Militar de Viamão.
Medicamentos apreendidos pelo MP no carro da suspeita
O Diário de Viamão teve acesso aos nomes dos suspeitos, porém não os divulgará até que ambos ou seus advogados se manifestem.
O que diz a Prefeitura
Até o momento, a Prefeitura de Viamão, responsável pela UBS em que a operação do MP foi realizada, não se manifestou. A coluna questionou a asessoria de comunicação do Executivo sobre o atendimento ao público na unidade e o futuro da servidora detida pela polícia.
Aguardamos retorno.
Origem do nome
"Fica a Dica" é uma alusão ao termo utilizado, de acordo com o MP, pela funcionaria pública para coagir os agentes de saúde a trabalharem para a campanha do candidato.






