Movimento de ambientalistas promete cobrar responsabilidades dos órgãos públicos para suspender o que chamam de "destruição acelerada" do Parque Saint'Hilaire

Foto: Divulgação

Grupo que representa entidades socioambientais de Viamão e Porto Alegre realizaram caminhada no sábado passado. Intenção é acionar as prefeituras das duas cidades, Governo do Estado, Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul

Cerca de 50 pessoas, representando entidades e movimentos socioambientais de Viamão, enfrentaram a chuva de sábado à tarde, 15 de fevereiro, e participaram de uma caminhada em defesa do Parque Saint'Hilaire. O objetivo foi protestar contra 0 que classificam como "destruição acelerada do local", reivindicando a suspensão dos desmatamentos e aterros de banhados. Além disso, vão cobrar responsabilidades de parte de órgãos públicos, como prefeituras de Viamão e Porto Alegre, Governo do Estado, Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul

Segundo os organizadores da manifestação, as obras contam com, pelo menos, R$ 11,5 milhões de repasses de parte do Governo do Estado à Prefeitura de Viamão. Nesta semana, serão mantidos contatos com o Ministério Público do Estado e o Ministério Público Federal, por se tratar de área de Mata Atlântica com remanescentes destruídos pelas obras dentro do Parque Saint’Hilaire. Eles também prometem outras ações de protesto por parte dos movimentos de Viamão e de Porto Alegre, em especial da Lomba do Pinheiro.


Outra reivindicação, além do pedido de suspensão do desmatamento, é o direito de a sociedade conhecer os termos da concessão feira pela Prefeitura de Porto Alegre à Prefeitura de Viamão, e sua transformação de um Parque de Conservação em um Parque de Eventos, com avenidas que cortam esta área natural, e sem plano de manejo aprovado nos órgãos de meio ambiente.

Outra reivindicação é ter acesso à dimensão dos projetos, às licenças ambientais respectivas, via audiências públicas, a fim de garantir a abertura do que chamam de "caixa-preta destes processos sigilosos que apresentam graves irregularidades e danos ao patrimônio público natural", segundo os representantes das entidades e movimentos socioambientais.

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