O "tudão" da semana é bem simples: para quem não viu e agora pode ver; e quem já viu, mas não sabe como ficou
O Diário inaugura neste domingo a seção top - as notícias que bombaram na semana, escolhidas por nossos editores e comentadas a partir da repercussão que tiveram:
1
Presídio em Viamão
O Diário publicou na sexta uma reportagem exclusiva sobre a possibilidade de Viamão ganhar um presídio Estadual nos próximos meses. O papo surgiu depois que o Governo do Estado fechou um acordo com a empresa Zaffari, que vai construir as estruturas prisionais. Em troca, recebe uma área que é da Fundação de Recursos Humanos, próxima ao shopping Praia de Belas, na Capital.
A informação que o Diário teve acesso é de que serão quatro presídios, todos na região metropolitana. Um entre Eldorado do Sul e Guaíba, outro no Vale dos Sinos, outro no Vale do Gravataí e outro em lugar ainda a ser melhor estudado.
O do lado de cá, é que pode ser em Viamão.
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O governo municipal topa a parada. O prefeito Valdir Bonatto saiu na frente e disse que recebe o presídio, desde que atenda ao que define a lei 4.214, de 2014. Ela prevê que presídio, só longe da cidade.
O assuntou virou polêmica nas redes sociais, já na sexta. Luiz Carlos Passarinho, corretor de imóveis, acha que a estrutura deveria abrigar apenas presos de Viamão. O vereador eleito Guto Lopes aproveitou a chance para criticar o governo:
- Eles só pensam a zona rural como depósito de lixo e espaço para presídio.
Marcela Haupt Bessil ponderou:
- Todos querem a solução para o problema carcerário brasileiro. Mas sempre querem que o outro resolva e não aqui. Aí fica difícil.
Gládis Costa Rodrigues é plenamente favorável:
- A responsabilidade de cada município com seus apenas deveria ser obrigatória.
A resposta definitiva da questão - onde serão os presídios? - será divulgada pelo Zaffari e o governo do Estado ainda em novembro.
2
Área da Mu-Mu
Na terça, o projeto que permitia que se construísse um condomínio residencial e um centro comercial na área da antiga fábrica da Mu-Mu acabou retirado da pauta de votação da Câmara. Enquanto uns comemoravam, outros se articulavam: o prefeito Valdir Bonatto, assim que reassumiu o governo depois de uns dias de férias, disse que o projeto não vai ficar parado.
- Vamos reapresentá-lo ainda este ano - garante.
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A polêmica da terça: o que será da área da Mu-Mu?
O maior embate entre defensores do projeto e os que se opõe é, na verdade, o uso da área. A quem defenda a construção de um hospital, outros um condomínio para moradores de área de risco, outros querem que seja dado à outra empresa que possa gerar mais empregos na região.
O governo vai insistir na ideia do condomínio por já ter estudos de impacto para área que antecipam o crescimento da região, novos investimentos e uma conformação urbana próxima do centro com capaz de abrigar um shopping - especula-se, até com uma loja-âncora do Zaffari. Ou Bourbon, talvez.
3
Dédo secretário de André
Outra da semana: Dédo Machado (PDT) no governo de André Pacheco, prefeito eleito pelo PSDB. Com o final do mandato se aproximando, aumenta a curiosidade sobre o que Dédo irá fazer - na política, certamente continua.
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E se Dédo fosse secretário de André?
Seus planos são ficar na cidade - e, por isso, um convite para o secretariado seria levado em conta. Apesar do PDT e apesar da eleição o ter colocado na oposição.
Dédo ainda espera uma solução para a eleição de Gravataí, onde poderia assumir uma função no governo de Daniel Bordignon (PDT). O ex-deputado fez mais votos na "eleição que não terminou", teve seu registro validado pelo TSE esta semana, mas uma decisão do STF que suspende seus direitos políticos coloca em xeque a possibilidade de efetivamente assumir o governo em 1º de janeiro.
Há outros caminhos para Dédo, também: já que o PDT está com Sartori, há sempre a chance de um cargo no governo gaúcho.





