Os nós de Viamão – abastecimento de água

Expectativas são de solução dos problemas para os próximos verões

Na segunda reportagem da série que aponta os desafios do crescimento, o Diário de Viamão buscou respostas para os problemas de abastecimento de água

 

Assim como outras cidades da Região Metropolitana, como Alvorada, Canoas, Cachoeirinha e Gravataí, a cidade sofreu por muitos anos com constantes faltas de água nas torneiras de casas e empresas.

O problema, que se repete todos os anos, pode agora ter um caminho para a solução: o novo contrato assinado entre a Prefeitura e a Corsan em 2015 já conta com obras em andamento e ações de melhorias que já foram iniciadas. Com isso, a Corsan garante que o problema não voltará a se repetir como nos anos anteriores. Próximos verões devem demonstrar realidade nas torneiras.

O prefeito Valdir Bonatto garante que o contrato – com promessas de investimentos de R$ 300 milhões para ampliar o abastecimento, medidas a curto, médio e longo prazo, para atender a cidade ao longo dos 40 anos previstos, está com o andamento em dia.

--- O novo contrato foi construído conforme as determinações do Plano Municipal de Saneamento Básico. Hoje, Viamão é a primeira cidade a ficar sem água e a última a ter o retorno, em virtude da forma de abastecimento. Com as obras previstas, que já estão em andamento, será possível garantir o fornecimento da Lagoa dos Patos. Temos certeza que os investimentos, com a construção das estações de tratamento de água e esgoto anunciados, serão garantidos.

 

Perdas chegam a cerca de 50%

 

Além de problemas no abastecimento, outro dado impressiona. O levantamento Sinaleira 2020, feito pelo Agenda 2020, movimento que une empresários gaúchos em busca de soluções para objetivos em comum das cidades, apontou que, segundo o Instituto Trata Brasil, mais de 45% da água tratada é perdida com vazamentos ou desvios no percurso. O dado supera o indicado pelo Plano Nacional de Saneamento Básico, que prevê que até 2033, as perdas fiquem em no máximo 31%.

O contrato firmado entre a Prefeitura e a Corsan prevê que esses índices de perdas cheguem, nos próximos 25 anos, a 37% da água tratada.

 

Solução está encaminhada pela Corsan

 

 

O superintendente regional da Corsan, André Borges, ressalta que, desde o último ano, os problemas estão sendo solucionados. Borges explica que as obras das novas estações de captação, tratamento de água e esgoto de Itapuã seguem conforme o cronograma anunciado em 2015.

--- Os materiais já foram adquiridos. No início do próximo ano, teremos a licitação realizada e as obras iniciadas. A nova Estação de Tratamento de Água garantirá a quantidade necessária para abastecer toda a cidade.

O superintende destaca ainda que, outro problema está sendo solucionado pela empresa. A Corsan hoje busca a regularização de áreas onde vivem muitas pessoas, e a cobrança não é realizada. O projeto terá parceria da Prefeitura e da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos – Agergs, responsável pela representação da população na relação com empresas públicas.

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