O assunto da semana na pauta política de Viamão foi a aprovação, por parte da Câmara de Vereadores, de projeto que autoriza a Prefeitura a contrair empréstimo de R$ 27 milhões. Quem votou a favor alega a necessidade de recuperar o fôlego de investimento, prejudicado pelo pagamento de mais de R$ 30 milhões em dívidas deixadas pela gestão Bonatto/Nilton Magalhães. A oposição e o próprio ex-prefeito Nilton Magalhães divulgaram que não havia dívidas, citando que R$ 29 milhões estariam nas contas da Prefeitura, em 31 de dezembro de 2024.
O Diário de Viamão foi ouvir quem mais entende do assunto Finanças da Prefeitura, a contadora concursada e secretária da Fazenda, Raquel Charão, que comandou a pasta tanto na gestão Bonatto/Nilton quanto na gestão Bortoletti. Ela nega que havia R$ 29 milhões em caixa e cita dívidas deixadas: “O quadro exibido nas redes sociais pelo ex-prefeito é apenas o demonstrativo da receita projetada com a despesa realizada. Aqueles R$ 29 milhões de saldo são apenas para efeito orçamentário. Não havia nem perto desse montante disponível”.
Charão explica que a Prefeitura possui diversas contas bancárias, que recebem recursos de muitas fontes, mas que só podem ser utilizados para aquelas finalidades: “Em dezembro de 2024, por exemplo, havia mais de R$ 5 milhões de recursos federais exclusivos para a construção de casas na Augusta; R$ 11,5 mihlão da PNAB também federais para uso exclusivo da Cultura; entre outros recursos estaduais e federais. Porém, fechamos o ano com mais de R$ 7 milhões de dívidas liquidadas e sem recurso para pagar”, explica.13 h
Ela também esclarece que, além dessas contas de final de ano, ao longo de 2025 já foram pagos mais de R$ 26 milhões em despesas realizadas em 2024: “Não se tratam de serviços prestados neste ano, mas sim de fornecedores que estavam desde agosto de 2024 sem receber e colocamos tudo em dia neste 2025”, afirma Charão.
Ouvido pela reportagem do DV, o ex-prefeito Nilton Magalhães reafirma que havia dinheiro em caixa, mas não explicou porque alguns fornecedores estavam com pagamentos atrasados. Quando questionado, Magalhães reagiu com irritação, lembrando que Bortoletti havia falado em 60 milhões.





