Sem doses, Viamão demorará quatro anos para vacinar; Hoje é 73 de dezembro de 2020

Edição de vídeo | Guilherme Klamt

A Prefeitura recebeu do Ministério da Saúde 7.691 (e mais 1.781 para a segunda dose) frascos do imunizante, respectivamente, e aplicou até aqui 4.040, em 23 dias de campanha. Com aproximadamente 256 mil habitantes, Viamão demoraria, nesse ritmo, 1.458 dias, ou aproximadamente quatro anos, vacinando de segunda a segunda.

E só para lembrar, a vacinação por aqui só acontece de segunda a sexta. Sem esquecer que as vacinas são aplicadas em duas doses, a última em até 15 dias da primeira.

A bem da verdade, destaco o ponto de vista da Administração, passado a mim pelo chefe de Gabinete Vinícius Santos, que também responde pela comunicação de Bonatto:

- Devido ao número de doses recebidas, o município ainda não é capaz de vacinar a totalidade dos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde;

- A primeira etapa envolve idosos acamados, quilombolas e indígenas, que são vacinados nas próprias localidades/domicílios. No entendimento da Prefeitura, esses grupos demandam logística diferente, e fatores como deslocamento e atualização de dados cadastrais tornam o processo mais lento;

- Segundo a Prefeitura, mais de 50% das doses enviadas pelo Estado já foram aplicadas, o que indica um ritmo considerado satisfatório;

- Mesmo com o feriadão de Carnaval, a imunização domiciliar de idosos e pessoas com deficiência acamados continuará sendo realizada normalmente na segunda, terça e quarta-feira da próxima semana;

- Como não há vacinação nos fins de semana, a Prefeitura discorda da média de 175,7 aplicações por dia. Entende que o ritmo é maior, portanto;

- Finalmente, Santos garante que as equipes adotarão estratégias futuras que permitirão mais velocidade quando a vacinação for aberta à toda a população, acelerando o processo.

 

Sigo daqui:

Descontando os seis dias entre 19 de janeiro, data da primeira imunização, e 10 de fevereiro que caíram em sábado e domingo, temos 18 dias de trabalho das equipes. Aí a média sobe para 224 vacinas por dia. Ainda assim seriam necessários 1.145 dias - ou três anos para deixar toda a população protegida da COVID-19.

Não é desmerecer o trabalho competente feito até aqui pelas equipes de Saúde. Mas como cidadão, quatro - ou três anos que seja, sem que se pare de vacinar um feriado sequer - é tempo demais para sairmos dessa pandemia.

 

Veja o resumo sobre a vacinação e, abaixo, a analise

 

 

 

Dou sequência usando palavras do colega Rafael Martinelli:

"A ‘ideologia dos números’ serve de alerta. A esperança está no ar com a chegada da vacina, mas a normalidade está longe de ser uma realidade.

Apesar da Cogestão fixar por decreto regras da bandeira laranja para Viamão, ainda são de bandeira vermelha, de alto risco, os indicadores do mapa preliminar do Distanciamento Controlado, divulgado sexta-feira pelo Governo do RS.

A médias de casos e mortes em Viamão seguem as mesmas desde o início de janeiro. Eram 4.588 infectados no último dia de 2020, hoje já são 5.076. São mais 488 pessoas que contraíram a COVID-19 neste ano. As vidas perdidas chegam a 274. Eram 235 óbitos dia 1º. Já são 21 mortes em 2021.

Ao fim, reafirmo: a ‘ideologia dos números’ serve de alerta; a esperança está no ar com a chegada da vacina, mas a normalidade está longe de ser uma realidade.

Cuidemo-nos. Não importa seu lado na ferradura ideológica, basta não a calçar, por sugestão ou gosto. A pandemia não terminou. Hoje é 73 de dezembro de 2020."

 

*Colaborou Rafael Martinelli.

 

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