O acordo nuclear Brasil-Rússia e os movimentos conspiratórios

“Essa aproximação entre Brasil e Rússia, na área nuclear, é combustível suficiente para despertar suspeitas sobre os organizadores dos últimos movimentos conspiratórios”. Recomendamos o artigo do jornalista Luis Nassif, publicado pelo GGN


Nesse mundo jornalístico onde o que mais abunda são declarações em off de militares, em um exercício similar à fábula do elefante e os 7 cegos (cada repórter tem seu militar, e o trata como sendo toda a corporação), um dos repórteres de fontes confiáveis é Igor Gielow, da Folha.

No dia 19 de abril passado, com o artigo “Lula retoma agenda nuclear com a Rússia, ponto de atrito com os EUA” ele dá pistas relevantes sobre os movimentos conspiratórios dos últimos dias, cujas maiores evidências são a coincidência de ataques às escolas e o vídeo armado pelo GSI contra o general Gonçalves Dias.

O dado relevante é que, na conversa com o chanceler russo Sergei Lavrov, “Lula deu sequência a um movimento aberto por Jair Bolsonaro (PL) em sua controversa visita a Vladimir Putin em fevereiro de 2022, uma semana antes da invasão russa da Ucrânia”.

Essa informação é importante, porque vinha sendo guardada a 7 chaves pela Marinha. No “Xadrez do novo submarino nuclear e do novo pré-sal brasileiro” narrei as aventuras da Marinha para viabilizar o submrino.

Por compromisso com a fonte, segurei a informação sobre o oficial incumbido de avançar nas negociações para suprimento de combustíveis

Tratava-se do Almirante Flávio Rocha,  Secretário Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência. Ao lado do MIistro das MInas e Energia, Bento Albuquerque, Rocha é uma das figuras exponenciais do programa nuclear brasileiro.

Ao longo do governo Bolsonaro, ambos atuaram da forma mais irresponsável possível em relação a um projeto de Estado – muito mais do que de governo. Bento Albuquerque facilitou a privatização de estatais fundamentais para a segurança energética do país. E Rocha se comportou como um bolsominion da pior espécie, dando declaração pública de que “não voto em ladrão”.

Em seu exílio doméstico, o Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva lamentava que seus discípulos tivessem aderido à ultradireita sem pensar em suas responsabilidades para com o país e com seu projeto.

Essa aproximação entre Brasil e Rússia, na área nuclear, é combustível suficiente para despertar suspeitas sobre os organizadores dos últimos movimentos conspiratórios.

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