Após vitória “necessária”, desafio do Inter é voltar aos trilhos na temporada

Foto: Foto Ricardo Duarte/Reprodução

Triunfo para reacomodar as melancias no caminhão. Após sequência de maus resultados, o Internacional de Roger Machado conquistou uma senhora vitória em Montevidéu. Dois a zero. Contra um tricampeão mundial. No grupo mais difícil da Maior das Américas.

As estratégias para o duelo surtiram efeito positivo. A principal delas, o fato de ter poupado parte dos titulares na última rodada do Brasileirão. A medida atenuou o principal gargalo do Inter no momento: o desgaste físico e o grupo restrito.

Pela qualidade do rival, talvez não fosse preciso a presença de três volantes. Mas o campo venceu a tese. A postura “cozinhou” o adversário, impediu a maior virtude do rival — os contragolpes — e estancou a sangria defensiva dos jogos recentes.

Mesmos nomes, mas com posicionamento distinto. Fernando e Bruno Henrique na contenção. Thiago Maia mais projetado à esquerda. Dessa forma, mantendo o desenho base dos melhores momentos da temporada: 4-2-3-1. Sem brilho, mas com pragmático necessário pela instabilidade do momento.

Outro acerto da noite foi a presença do jovem Ricardo Mathias. O centroavante reteve a bola na frente à espera dos companheiros. Algo essencial quando se adota uma postura mais recuada. O camisa 49 também se destacou pelo suor! Brigou pela bola como um prato de comida e consagrou outra característica essencial para um camisa 9: antecipou-se aos defensores. Foi assim que marcou o primeiro gol da noite. Atuação que serve de exemplo para os lesionados Valência e Borré, sobretudo no quesito “jogar sem a bola”.

Outra “boa nova” da base, Gustavo Prado está buscando uma vaga entre os 11. Capaz de atuar pelos lados e por dentro, ingressou aberto à esquerda. Merece mais minutagem já no próximo domingo contra o Mirassol pela liga nacional. Aliás, que o time siga poupando a espinha dorsal da engrenagem, principalmente Fernando, Bernabei e Alan Patrick.

Ainda nas individualidades, atuação destacada de Braian Aguirre, autor de uma assistência e do gol que decretou o triunfo no apagar das luzes. Outro legado da noite foi a atuação firme de Juninho, na reta final do duelo, na vaga do amarelado Victor Gabriel. O camisa 18 é mais forte fisicamente que o titular e, por características, talvez “case melhor” com Vitão, não acham? Ao menos até que VG retome a forma de antes da lesão. Enfim, alternativas…

A vitória pela Libertadores deverá elevar a confiança do Colorado, distensionando o ambiente e revigorando o trabalho da comissão técnica. Era preciso “vencer a qualquer custo”, nem que fosse preciso mutilar as principais ideias de jogo da equipe.

Com o triunfo em Montevidéu, porém, será possível virar a página. Talvez o Inter possa voltar aos trilhos do Futebol Além do Resultado.

Em matéria de atuação, a vitória contra o Nacional precisa encerrar-se nela mesma…

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