A poesia do Cidade | Entre

Da hora da bruma bêbada o brado.

Sua própria bíblia. Já escreveu? É fácil.

Siga os sinais.

Aceite da sabedoria o deleite.

A felicidade dos refugiados nos dias contados.

As queimadas não são um “Mas que nada!”

Sua própria constituição. Já escreveu? É fácil.

Minta. Proteja o já protegido.

O céu pertence ao sem –teto.

Drinques de piscina. Sua maldade. Me ensina?

Seu cinismo é o apocalipse travestido

De bairrismo.

Osso de povo bem nutrido é raríssimo .

Iguaria caríssima.

Impossível de achar.

Quem sabe na próxima chacina?

 

Assista a Marchas, outro poema, declamado

 

 

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