Ana D´Avila: O revolucionário

Tinha verdadeiro delírio por Karl Marx, intelectual que inspirou o Marxismo. Por Che Guevara, alimentava um grande afeto. Quiçá, um amor desmesurado. Era como se tivesse nas mãos a real queda da desigualdade social. Era um homem de esquerda. Não de extrema esquerda. Mas amante do Socialismo. Para onde tinha certeza que o mundo caminhava.

Frisava que é preciso dar um basta na desigualdade. É preciso estancar a fome. Quando se sabe que três bilhões de pessoas, no mundo, não se alimentam. Acreditava piamente que a verdadeira sociedade é a socialista.

Passava os dias de sua existência adquirindo conhecimento através dos livros. Fonte de prazer e discernimento. Só concebia a vida, mergulhado na  fonte do saber. E foi aprendendo solitariamente que se envolveu com a área cultural de seu País. Lia, escrevia e pintava. Sua ocupação na velhice era a leitura. Inconcebível não ser assim.

Casou muito cedo, reservando na casa onde morava, um cantinho só seu. No local, avolumava livros. No pequeno estúdio, escrevia e contemplava a vida. Silenciosamente. Espaço só perturbado pela fumaça dos cigarros, que mais tarde quase o matou. Parou de fumar, avistando seu fim tão próximo. Mas nunca parou de ler. Substância que alimentava seu cérebro.

Frisava que o Comunismo é totalitário, tanto quanto o Nazismo e o Fascismo. Já o Socialismo prega o governo do povo. Tudo é para o povo. E não para o lucro escorchante. Um povo politizado haveria de surgir. O maior erro do Brasil, dizia, era a instituição do  presidencialismo. Ao seu ver, o Brasil deveria ser parlamentarista. Mas o povo que deveria escolher.

Numa discussão ideológica com outros intelectuais, frisou que a escravidão humana é a principal praga moderna. Em sua cadeira de descanso e leitura, um livro: “Ódio à Política”. Debruçava-se, agora, sobre uma antologia de diversos pensadores, a maioria socialistas, sobre a reinvenção das direitas no Brasil.

Esclarecedor. Para um apreciador do pensamento de Esquerda. Segundo ele, a atual pandemia de coronavírus tornará o mundo socialista. Quer queiram, ou não. Partilhar comida e remédios é um ato socialista. “O mundo caminha 'na marra' para o Socialismo. Pessoas e governos se ajudarão mutuamente. Isto é Socialismo.”

Participe de nossos canais e assine nossa NewsLetter

Compartilhe esta notícia:

Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Conteúdo relacionado

Exaustão

Salete havia decidido mudar de vida. Morava num pequeno sítio no interior de São Paulo. Mas pensava que seria mais feliz na capital.Engano profundo. Na capital moravam os grandes vícios.

Leia mais »

Receba nossa News

Publicidade

Facebook