Prefeito de Viamão não fica no PSDB se Eduardo Leite alçar vôos para outros ninhos
Especulações palacianas são o maior clichê da política - mas não há expressão melhor para iniciar este post de retorno à cobertura viamonense do que uma boa 'especulação de corredor de palácio'. E não qualquer uma: dessa vez, a ponta da corrente não está no Tarumã, mas no Piratini, a suntosa sede de governo da qual Eduardo Leite é o inquilino.
Derrotado nas prévias internas do PSDB no final de novembro, o governador gaúcho avisou a todos que pretende terminar o mandato e afastar-se por um tempo dos cargos públicos. Está em uma no de entregas depois de um longo período de combate à pandemia. Salários em dia, dívida contornada, obras começam a sair do papel depois de longos anos de estagnação no Estado. A medida que os dias passaram, as investidas sobre Leite para que deixe o ninho tucano e encare uma corrda ao planalto por outra sigla cresceram mais dos que as temperaturas de janeiro.
Hoje, o partido que lhe ofere a melhor proposta é o PSD de Gilberto Kassab, Danrlei e Jairo Jorge. O PSD é do Centrão, não se engane, mas ensaia um novo protagonismo com a presidência do Senado, comandado por Rodrigo Pacheco, e uma bancada de deputados que disputa o tapete verde do Congresso mais como padre do que como procissão. No PSD, Leite teria tempo de TV (menor do que o PSDB de Dória, mas ainda assim três vezes mais do que o de Sérgio Moro, do Podemos), dinheiro para uma campanha nacional e sólidas nominadas em praticamente todos os Estados da Federação.
Aqui no Sul, aproveitaria todo o legado do governo gaúcho, podendo se tornar o primeiro governador a eleger o sucessor em mais de 40 anos - último foi Jair Soares eleito pelo após o governo biônico de Amaral de Souza.
E o que Viamão tem a ver com isso? Tudo. Valdir Bonatto, o prefeito que sai em março para tentar uma cadeira na Assembleia Legislativa, vai com Leite.
Quem duvida?
É bom estar de volta.





