Cinco meses e mais de mil doentes: os números da COVID-19 em Viamão

No dia em que o primeiro caso de coronavírus registrado em Viamão completa cinco meses, o município ultrapassa a casa dos mil dontes. De acordo com o Governo do Estado, nesta sexta-feira (21), o município chegou ao total de 1.001 infecções notificadas, sendo que 117 delas resultaram em óbitos.

Os dados da secretaria da Saúde local confirmam duas mortes nas últimas 24 horas, 267 pacientes recuperados, 61 hospitalizados e 212 aguardando resultados de exames. Porém, o montante de casos anotados é menor: 936. 

 

Levantamento independente

 

Diante de dados divergentes, discursos desencontrados e distanciamento fake, o Diário de Viamão realiza levantamento independente, cruzando dados do sistema de registros de óbitos, Hospital Viamão, Ministério e secretarias municipal e estadual da Saúde. Confira a apuração completa sobre os indicadores desses 153 dias de pandemia na cidade da região metropolitana que tem um dos piores percentuais de mortes (11,69%) dos casos, frente a uma incidência maquiada pela baixa testagem (392.2/mil habitantes):

 

Evolução do contágio

 

De 21 de março a 21 de agosto:

– 1.001 casos positivos – média de 6,54 novos pacientes por dia;

– 117 vidas perdidas (de 11 de maio e 21 de agosto – 102 dias) – média de 1,14/dia;

– 1.886 testes realizados (0,73% da população do município) – menos de 1% da população de Viamão, estimada em 255 mil;

 

 

Óbitos revisados:

 

O Diario de Viamão reorganizou as mortes por data de ocorrência, diferente do formato apresentado pelo município, que contabiliza por data de notificação. Essa revisão permite, por exemplo, identificar que o primeiro óbito ocorreu em 8 de agosto – quatro dias antes do informado pela secretaria da Saúde local.

A revisão feita pelo Diário possibilita ainda identificar que julho teve 11 mortes a mais do que os números oficiais indicaram – são 63 e não 52. Essas vítimas só apareceram no levantamento do governo do Estado em agosto.  

 

Média diária e mortes por sexo:

 

Desde o primeiro registro, em 11 de maio, até o mais recente, em 20 de agosto, são 119 vidas perdidas em 101 dias – média de 1,17 óbitos a cada 24 horas.

 

– 66 homens

– 53 mulheres

 

 

Óbitos por mês de ocorrência:

– 5 em maio

– 10 em junho

– 61 em julho

– 43 em agosto

 

O pico de registros até aqui é a semana epidemiológica entre 26 de julho e 1º de agosto. Nesse período de sete dias, ocorreram 19 mortes, média de 2,71 por dia. A semana atual (que considera apenas seis dias (16 a 21 de agosto) e é a terceira em queda: 8, baixando a chamada média móvel para 1,33/dia.

 

 

Óbitos por faixa etária:

 

A faixa etária acima de 80 anos é a com maior número de vítimas e corresponde a 32,77% dos óbitos. Há dois casos (1,68%) em que pessoas entre 20 e 29 anos morreram em decorrência da COVID-19, e uma com idade em 30 e 39 anos.

 

Distribuição por faixa de idade:

 

32,77% – com mais de 80 anos

28,57% – 70 a 79

21,85% – 60 a 69

8,40% – 50 a 59

5,88% – 40 a 49

1,68% – 20 a 29 anos

0,84% – 30 a 39 anos

 

 

 

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