Papo de quarta-feira - com Moisés Mendes | A mansão e os contêineres

Os contêineres que vão armazenar e refrigerar os mortos do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, e a mansão de Flavio Bolsonaro são dois retratos sem retoques do inferno brasileiro. Mas apenas dois de muitos outros retratos.

Os ricos e a classe média em condições de frequentar o Moinhos passam pelo purgatório de um contêiner no engarrafamento de mortos antes do sepultamento.

E o filho de Bolsonaro joga na cara de todos nós a ascensão da chinelagem miliciana que o Ministério Público enquadrou, mas o STJ tenta deixar impune.

O recado é este: morram os pobres e os ricos, enquanto a família enriquece sob a proteção da Justiça e de pelo menos um terço da população.

O bolsonarismo acaba com a vida de pobres, negros, índios e gays e, ao mesmo tempo, destrói a soberba dos ricos na hora da morte.

Em tempos bolsonaristas, ricos e classe média do sul maravilha também passam pela humilhação dos contêineres que só pareciam existir no Jornal Nacional e em Manaus.

 

Texto publicado originalmente no blog do Moisés Mendes:

https://www.blogdomoisesmendes.com.br/a-mansao-e-os-conteineres/

Participe de nossos canais e assine nossa NewsLetter

Compartilhe esta notícia:

Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Conteúdo relacionado

Exaustão

Salete havia decidido mudar de vida. Morava num pequeno sítio no interior de São Paulo. Mas pensava que seria mais feliz na capital.Engano profundo. Na capital moravam os grandes vícios.

Leia mais »

Cachorro e Cuia

Nesta cidade praiana o comum eram cachorros e cuias. Não dá pra dizer que não era umacidade sonho gaúcho. Era. Outono,quase inverno,e as poucas pessoas que circulavam na ruatinham este

Leia mais »

Receba nossa News

Publicidade

Facebook