Coluna da Ana D’Avila: A ciranda

Primeiro dia de aula da oficina de teatro. Seis pessoas comparecem. O número de inscritos ao curso,era bem maior.A lua cheia no céu brilha sobre o Centro Cultural. São pessoas atrás de magia. O professor chega. Atuante e vibrante.Conversa com todos. E dá inicio aos trabalhos. "Pessoal, no palco por favor"!

O palco é o lugar mágico para o ator. Ali se transforma. Ali dá asas à imaginação. Diverte e faz chorar. Sensibiliza e também educa. Vários exercícios são efetuados. Vozes são ouvidas. Imaginações  são aguçadas. Muito exercício físico são praticados. Após alguns minutos de descanso o professor de teatro conclama a todos para o próximo exercício.

É uma ciranda. Todos de mãos dadas formam um círculo. Ao ritmo de uma música compassada. Com batidas fortes de pés no chão. A ciranda gira, gira. Lembrando a vida e o círculo mágico da existência. Talvez aludindo ao Planeta Terra, que tem compasso e roda em seu próprio eixo. Todos transmutam uma energia de luz.

Após a abertura da primeira aula de teatro, o mundo foi se envolvendo num problema de todos. A pandemia. Aulas foram suspensas. O Centro Cultural fechou as portas. E os alunos em quarentena em casa aproveitam para ler. Histórias de elencos, de atores, de escritores, que sentiam no teatro uma força criativa.

Não houve tempo para se conhecer e saber quem seriam os verdadeiros atores daquele grupo. Daquele pequeno grupo que resolveu estudar teatro em março de 2020.

Talvez a pandemia seja uma peça de terror.Mas que ela seja de pouca duração. Do contrário, nunca retornaremos às artes, aos palcos loucos da vida. Divididos em duas outras máscaras. Que não as cirúrgicas. Uma rindo e a outra chorando. Significando comédia e drama.Que as aulas de teatro possam ser retomadas.E que a luz seja dos holofotes encima de atores que nascerão.

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