Cristiano Abreu | Até a volta, Viamão

Hoje encerro um ciclo, deixo esta coluna e minhas funções como editor do Diário. Uma parte importante da minha formação profissional aconteceu no DV, e serei sempre grato ao Roberto Gomes, ao Rafael Martinelli e aos demais colegas. Fizemos história no passado ao sermos o único veículo de circulação diária de uma cidade tão grande e importante como Viamão. Durante os últimos dois anos, devolvemos à Velha Capital o jornalismo local relevante que ela merece, ampliando alcance por meio da internet.

Cobramos autoridades quando necessário, reportamos fatos e detalhamos versões e opiniões de forma equilibrada e isenta, sempre priorizando a população de Viamão, que soube apoiar e reconhecer nosso trabalho. Deste modo, entendo que o protagonismo concedido a nós pelos leitores é fruto direto de convergência do bom trabalho e da reverberação dos anseios de uma comunidade antes sem voz.

Fazer jornalismo fora dos grandes centros econômicos é um desafio para poucos. Nos tempos atuais, intolerância, disseminação de fakenews, pressões políticas e o cenário pandêmico tornam a maioria das redações insustentáveis. E é justamente por isto que tenho orgulho em ter testemunhado e participado da construção da história do DV.
Não nos dobramos.

Longa vida ao Diário. Sentirei saudades, Viamão.
Até a volta!

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